Sistema OCB integra debate sobre gestão de risco no campo
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O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (28), da 9ª Reunião da Rede de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) - Embrapa, um dos principais fóruns técnicos de discussão sobre gestão de riscos agropecuários no país. O coordenador do Ramo Agropecuário do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, integrou a abertura do evento ao lado da presidente da Embrapa, de representantes do Banco Central e da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Rodolfo também apresentou um painel técnico em que destacou a contribuição do cooperativismo para a estruturação de instrumentos mais eficientes de mitigação de riscos no campo. A capilaridade e a relevância econômica das cooperativas no Brasil, presentes em todos os elos do agronegócio e responsáveis por parcela significativa da produção nacional de alimentos foi um dos pontos abordados.
Segundo ele, esse alcance torna o cooperativismo um agente estratégico na disseminação de práticas de prevenção e no fortalecimento da resiliência dos produtores rurais. “O cooperativismo atua como instrumento de resiliência e diluição de riscos, garantindo estabilidade no crescimento, manutenção de margens e proteção para os cooperados”, afirmou.
O coordenador também falou sobre a necessidade de maior integração entre políticas públicas voltadas ao setor, como o Proagro, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o crédito rural. “Nesse processo, o ZARC deve ocupar posição estratégica”.
Para ele, o ZARC merece ser consolidado como uma ferramenta orientadora, capaz de conectar os diferentes instrumentos e incentivar uma abordagem mais preventiva na gestão de riscos. “A primeira camada de proteção deve ser a prevenção, por meio da orientação técnica. Diferentemente do seguro e do Proagro, que atuam após o evento, o ZARC tem potencial para reduzir perdas antes que elas ocorram”, explicou.
Outro destaque foi o avanço do ZARC com níveis de manejo, apontado como próximo passo na evolução da política. O coordenador observou que o desafio está na ampliação de escala e na viabilidade econômica da ferramenta, atualmente em fase piloto em estados como Paraná e Rio Grande do Sul.
A apresentação também evidenciou o papel das cooperativas na assistência técnica e extensão rural (ATER), consideradas essenciais para levar conhecimento, inovação e práticas sustentáveis aos produtores, especialmente para pequenos e médios , em que a atuação cooperativista contribui para reduzir custos, aumentar produtividade e garantir maior segurança à atividade. “Cooperativas são meio de acesso à assistência técnica qualificada, funcionam como estruturas de confiança e ampliam a competitividade dos produtores”, completou.
Fonte: Sistema OCB Nacional